Importado do acervo anterior (PORTARIA Nº 008-2026 - Estabelece o Programa de prevenção e combate à Fraude em produtos de Origem Animal/PORTARIA Nº 008-2026 - Estabelece o Programa de prevenção e combate à Fraude - publicação AMM.PDF)
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A Portaria nº 008/2026, de 18 de março de 2026, do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social do Vale do Rio Cuiabá (CIDESVRC), aprova o Programa de Prevenção e Combate à Fraude Econômica em Produtos de Origem Animal do Serviço de Inspeção Municipal. O anexo define o que é fraude alimentar e estabelece objetivos, aplicação e procedimentos de combate, como análises físico-químicas por amostragem (10% dos estabelecimentos registrados), avaliação prévia de rotulagem e de formulações, além de fiscalizações e ações conjuntas com outros órgãos, como a Vigilância Sanitária. O texto se apoia na Lei Federal nº 7.889/1989 e no Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990). A portaria entra em vigor na data de sua publicação.
===DOCUMENTO===
COORDENAÇÃO DO S.I.M.
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NSPEÇÃO MUNICIPAL VIA CONSÓRCIO
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PORTARIA Nº 008/2026, DE 18 DE MARÇO DE 2026
Estabelece o Programa de prevenção e combate à Fraude em produtos de Origem Animal do Serviço de Inspeção Municipal via Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social do Vale do Rio Cuiabá - CIDESVRC.
O Presidente do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social do Vale do Rio Cuiabá - CIDESVRC, no uso das suas atribuições legais conforme poderes que lhe conferem o Estatuto e o Protocolo de Intenções do CIDESVRC,
RESOLVE:
Art. 1º - Fica aprovado o Programa de Prevenção e Combate à Fraude econômica em Produtos de Origem Animal do Serviço de Inspeção Municipal executado pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social do Vale do Rio Cuiabá - CIDESVRC, na forma do Anexo desta Portaria.
Art. 2º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Cuiabá, 18 de março de 2026.
SILMAR DE SOUZA GONÇALVES
Presidente
Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social do Vale do Rio Cuiabá
ANEXO
PROGRAMA DE PREVENÇÃO E COMBATE À FRAUDE ECONÔMICA NOS PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL
1. DEFINIÇÃO DE FRAUDE ALIMENTAR
Fraude em alimentos ou também denominada de fraude alimentar consiste em ato intencional praticado com a finalidade de obter ganho econômico por meio do engano ao consumidor.
Caracteriza-se pela substituição, adição ou diluição deliberada de alimentos, ingredientes ou matérias-primas, bem como pela adulteração ou falsificação de produtos, materiais ou informações associadas. Essa prática tem como objetivo aumentar artificialmente o valor aparente do produto ou reduzir custos de produção, resultando em vantagem econômica indevida¹.
Constituem adulterações os casos previstos nos artigos 570, §2º, da Resolução Administrativa nº 12/2024/CIDESVRC, de 31 de outubro de 2024, vigente nos municípios vinculados ao CIDESVRC.
A Indústria é responsável pela qualidade dos processos e produtos, por meio de programas desenvolvidos, implantados, mantidos e monitorados pelos estabelecimentos, visando assegurar a qualidade higiênico-sanitária de seus produtos.
2. OBJETIVOS
O presente Programa tem como objetivos:
a) Garantir que as características dos produtos fabricados pelas agroindústrias registradas no CIDESVRC estejam adequadas ao consumo humano e em conformidade com a legislação vigente;
b) Estabelecer Procedimento Operacional Padrão (POP) que possibilite ao Serviço de Inspeção Municipal (SIM/CIDESVRC) prevenir, identificar e combater fraudes, assegurando a qualidade e a conformidade dos produtos de origem animal.
3. APLICAÇÃO
Este Programa aplica-se a todas as atividades de fiscalização executadas pelos Serviços de Inspeção Municipal vinculados ao SIM/CIDESVRC, que possuam envolvimento direto ou indireto com a fabricação, processamento, armazenamento e comercialização de produtos de origem animal.
4. PROCEDIMENTOS DE COMBATE À FRAUDE
No controle e combate à fraude em produtos de origem animal, o Serviço de Inspeção Municipal executado pelo CIDESVRC adotará as seguintes ações:
a. Análises físico-químicas:
Serão realizadas análises físico-químicas com a finalidade de detectar fraudes em produtos acabados. As amostras serão coletadas conforme cronograma oficial de coletas para combate à fraude econômica, estabelecido pela Coordenação do SIM/CIDESVRC ou em casos de suspeita ou denúncias, e encaminhadas ao laboratório credenciado.
O Cronograma será elaborado no início da vigência do Programa de Trabalho e baseado em um plano amostral de 10% dos estabelecimentos registrados no CIDESVRC.
b. Avaliação de rotulagem:
Os estabelecimentos registrados no SIM/CIDESVRC deverão submeter à prévia aprovação do Serviço de Inspeção Municipal os processos de fabricação de seus produtos, juntamente com a rotulagem e a composição do produto. Não serão aprovados rótulos que induzam o consumidor ao erro ou engano, nem tampouco formulários que não atendam aos Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade dos produtos de origem animal.
c. Controle de formulação:
Os estabelecimentos registrados no SIM/CIDESVRC deverão submeter previamente à aprovação do CIDESVRC os processos de fabricação, formulações e respectivos rótulos de seus produtos.
Não serão aprovados rótulos ou informações que possam induzir o consumidor ao erro ou engano, bem como aqueles que não atendam aos Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade (RTIQ) aplicáveis aos produtos de origem animal.
d. Outros métodos de combate à fraude:
Durante as fiscalizações serão avaliados: a procedência e integridade da matéria-prima, as datas de validade dos produtos e insumos, conservação dos rótulos, embalagens e etiquetas.
Poderão ser realizadas ações conjuntas com outros órgãos competentes, como a Vigilância Sanitária, em estabelecimentos comerciais. Nessas situações, poderão ser coletadas amostras para análises físico-químicas específicas destinadas à detecção de fraudes em produtos expostos à venda, em casos de suspeita ou denúncia.
5. CONCLUSÃO
Considerando o disposto no art. 2º da Lei Federal nº 7.889, de 23 de novembro de 1989, que estabelece que: "Sem prejuízo da responsabilidade penal cabível, a infração na legislação referente aos produtos de origem animal acarretam, isolada ou cumulativamente, as seguintes sanções: V — interdição total ou parcial, do estabelecimento, quando a infração consistir na adulteração ou falsificação habitual do produto ou se verificar mediante inspeção técnica realizada pela autoridade competente, a inexistência de condições higiênico-sanitárias adequadas";
Considerando, ainda, o disposto no art. 6º da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do Consumidor), que estabelece como direito básico do consumidor a proteção da vida, da saúde e da segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;
O CIDESVRC não medirá esforços para estabelecer e fortalecer uma rede regional de cooperação para prevenção e combate à fraude, envolvendo órgãos públicos e entidades privadas, com vistas à proteção da saúde pública e à garantia da qualidade dos produtos de origem animal.
ANA CAROLINA SILVA DE FARIA ALVES
Coordenadora do Serviço de Inspeção Municipal do CIDESVRC